CRÍTICAS 

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THE BEST MODERN AND CONTEMPORARY ARTISTS 2014

(Os melhores artistas modernos e contemporâneos 2014)

ITÁLIA, 2014

 

Uma figurazione, quella di Rosae Novichenko, che proviene dalla genialità creativa della mente dell’Artista. Uma figurazione attenta alla forma e alle diverse tonalità cromatiche. I suoi dipinti sembrano delle vere sinfonie musicali. Opere che viaggiano lungo lo spartito della bellezza segnica che affascina lo sgardo dell’osservatore.

 

A figuration the one of Rosae Novichenko, that comes from the creative genius of artist’s mind. A figuration that pays attention to shapes and colors’shades. Her paintings looks like real music symphonies. Artworks that travel along the staff of symbolic beauty that fascinates the observer’s glaze.

 

Uma figuração de Rosae Novichenko provém da genialidade criativa da mente da artista. Figuração atenta à forma e às diversas tonalidades cromáticas. Suas pinturas se parecem com música sinfônica. Obras de arte que viajam ao longo de partituras de beleza simbólica que fascinam o olhar de quem as observa.

Salvatore Russo

The Best Modern and Contemporary Artists 2014

(Os melhores artistas modernos e contemporâneos 2014)

Itália

 

 

 


INTERNATIONALE  KUNST HEUTE (A ARTE INTERNACIONAL DE HOJE)

curadoria de Martina Kolle e Ingrid Gardill

http://www.internationalekunstheute.com/english/artists-2014/

ALEMANHA, 2014

POR INGRID GARDILL

Na pintura de Rosae Novichenko nos deparamos com uma força irresistível que dá expressão ao seu trabalho. Essa força corporifica a inspiração da artista em imagens de flores. A obra Trilogia da rosa, partes 2 e 3, permite-nos identificar closes em pétalas de rosas que preenchem todo o espaço da tela de pintura. Vistas mais de perto, contudo, libertas de suas formas de pétalas, elas ganham independência, tornando-se detalhes um tanto abstratos. Os generosos traços sinuosos, que delimitam a cor, criam estruturas abertas, expressões de si mesmas. Novichenko usa apenas uma única cor, ora em altas luzes, saltando à frente, ora em tons mais escuros, sugerindo profundezas. As formas de flores largas e entalhadas, com suas bordas serrilhadas e irregulares, bem como suas rachaduras e orifícios, permitem vislumbres de um negro profundo, monocromático, o que eleva e ressalta, por contraste, os tons de rosa malva. As formas vívidas nas superfícies e nas bordas das flores criam uma pintura impressionante, energética e muito comovente.

Tudo isso é enaltecido na obra tripartida Trilogia do fogo através da adição dinâmica de corpos amarelos e estames. De fato, eles são como faíscas, enquanto as próprias flores são como chamas de um fogo que lambe as bordas da pintura. A artista maravilhosamente coloca tudo isso em cena semeando cores e formas inspiradas na natureza, almejando, assim, exprimir a essência que há em todas as coisas.

(Versão para o português: José Estevam Gava)

 


ARTIGO ESPECIAL NO ART FAIR INTERNATIONAL NEWSPAPER

EUA, 2011

Rosae Novichenko  ARTISTA DESTAQUE INTERNACIONAL: "The Sublime... Illuminated" by Jason Stopa.     

Veja maishttp://www.artfairsnewspaper.com

 

"Coletivamente, o corpo de sua obra soma conotações do que é sublime e majestoso, considerações místicas

ee reflexões visinárias. Este é o ponto de vista que é distinto e novo na pintura contemporânea"

 

 

 

O Sublime… Iluminado - by Jason  Stopa

Em sua seminal obra “Parameterização Geodésica”, Lior Shapira e Ariel Shamir descrevem um ponto de vista bastante diferente de nossa existência cotidiana. É a perspectiva de um inseto. Sua obra científica, que enfoca os estados perceptivos da consciência, é impressionante. Eles relatam um de seus projetos nos quais “tentaram adquirir a perspectiva de uma formiga vivendo na superfície. O ponto em que ela se encontra é o centro de seu mundo, e a importância diminui a partir de lá. “Quando vislumbramos obras de arte, é como se estivéssemos em comunhão com elas. Quando vemos a abstração de Rosae Novichenko, entramos em um espaço intensamente pessoal, no qual reconhecemos nossa própria insignificância diante da natureza. Começamos a sentir que somos uma formiga ou um gafanhoto repousando no precipício da abstração de uma pétala. As pinturas de Rosae Novichenko nos conduzem a uma cosmologia orgânica que faz uma sondagem profunda de nossas estruturas psicológicas. Enraizada na natureza, ela cria sensuais semi-abstrações entornando um rico pigmento acrílico sobre a tela. Em seguida, ela deixa entrar no quadro operações casuais, usando manchas, massas e salpicos de tinta. Com isso, abre-se um portal para a experimentação e o jogo. Coletivamente, o corpo de suas obras soma conotações de uma majestosa sublimidade, considerações místicas e ruminações visionárias. Este é o ponto de vista que é distinto e revigorante na pintura contemporânea.

A brasileira Rosae Novichenko é uma artista contemporânea, renomada internacionalmente, conhecida por suas pinturas inovadoras e únicas, pelas quais já ganhou numerosos prêmios.Uma pintora incrivelmente apta, ela é dona de múltiplos talentos. Seu repertório inclui trabalhos como desenhista, poetisa,fotógrafa, atriz e musicista. Ela relata que “minha pintura é fruto da intimidade que já tive com composição musical, poesia, dança e teatro, que têm em seu movimento gestual seu poder de manifestação... assim nasce meu trabalho, oriundo de pura imaginação, uma forte emoção, intuição, ação gestual, concentração absoluta, controle e liberdade – num único momento”. Esse tipo de síntese das artes é o que tanto buscavam os artistas modernos do início do século XX.  A criação de um trabalho de arte puro e total era o que eles procuravam. Em meados do século XIX, o compositor de ópera Richard Wagner chamou a isso de Gesamtkunstwerk, ou obra de arte total. Wagner usou o termo exato em seus ensaios escritos em 1849, “Arte e Revolução” e “A obra de arte do futuro”, nos quais falava de seu idílico projeto unificador. É um projeto que tenta combinar toda a expressão artística na obra de arte consumada do futuro e no drama integrado. Tal obra de arte deveria ser a mais clara e profunda expressão de uma lenda popular, desviando dos particulares da vida, amplificada em uma grandiosa, universal parábola humana. Novichenko se encaixa perfeitamente nessa meta artística. Suas abstrações orgânicas, exuberantes, carregam uma intensa afetação emocional. Quando mancha a tela com pigmento molhado, ela cria uma superfície delicada, viscosa. Esse processo é comparável ao da falecida Helen Frankenthaler. Frankenthaler é particularmente conhecida por suas grandes pinturas coloridas do século XX. Sua obra seminal intitulada Montanhas e mar (1952) traz o efeito de uma aquarela, embora tenha sido pintada a óleo. Nela, a artista introduziu a técnica de pintar diretamente numa tela não preparada para que o material absorva as cores. Diluindo a pintura a óleo em uma consistência que a faria absorver diretamente na tela, seu trabalho tem o efeito de criar halos em volta da área aplicada. Novichenko emprega um método semelhante e acrescenta ainda a aplicação de nódoasde tinta. Essas nódoas indicam a luminosidade das estrelas e a folhagem exuberante das flores. Em muitas obras, elas parecem brilhar como vaga-lumes à noite. Seus caules amarelados,delgados, brotam em volta da terra profunda, azul-marrom. Explosões de tinta branca e amarela definem os brotos de flor que se abrem, irradiando como pilares brancos na calada da noite. Esses brotos carregados de massade tinta branca reluzem com a luminosidade do cosmos. Nossa perspectiva é a do gafanhoto que pousa sob os caules, no chão de terra. À medida que olhamos para o céu, nos perdemos na reveria majestosa e no nosso contrastante tamanho infinitesimal. Para muitos de nós, nossa vida diária é consumida pelo mundano e banal. Raramente encontramos o esplendor da natureza ou experienciamossua sublimidade. Ela é frequentemente revelada quando abrimos a cortina do lugar-comum e abrimos os olhos para o mundo imaculado além do mundo. Nessa pintura, Novichenko abre justamente esta cortina. Quando vi este seu trabalho, não pude deixar de me lembrar do notável poeta futurista russo Velimir Khlebnikov. Khlebnikov visualiza cidades do futuro colidindo com o presente. Ele escrevia ensaios futurológicos a respeito de coisas como a possível evolução das comunicações em massa, transporte em alta velocidade e casas modulares. Ilustrava um mundo habitado por seres que vivem e se locomovem emcubículosde vidro móveis que se acoplavam a estruturas com aspecto de arranha-céus. Poder-se-ia dizer que sua visão no início do século XX fora profética e reveladora. Em seu poema intitulado “O gafanhoto”, ele expressa as qualidades poéticas encontradas na obra de Novichenko. Ele observa

“Soltando as asas com a dourada

sinuosidade de suas linhas,

o gafanhoto se farta de

ervas do litoral e de fé.

“Ping, ping, ping!” ele zune.

Maravilhoso!

Iluminado!”

O vislumbre dessa vibrante obra é como o ato de se sentar num campo de flores com um gafanhoto, e descobrir que, afinal de contas, não somos tão diferentes.

A obra de Novichenko compartilha, além do mais, uma relação com a alquimia. Alquimia é ao mesmo tempo uma filosofia e uma antiga prática que enfoca a tentativa de transmutar materiais vis em ouro. Também se empenhava em investigar o fundamento do fim da morte e alcançar a sabedoria suprema. Em nívelmais pragmático, era vista como uma proto-ciênciaentrecruzada com inclinações metafísicas. Algumas escolas herméticas, porém, afirmam que o objetivo da transmutação de chumbo em ouro é análogo à transmutação do corpo físico em uma alma imortal. Essa é uma visão bastante poética. Séculos mais tarde, vemos a Alquimia como uma primeira tentativa de integrar nossos anseios espirituais com empirismo científico. Entretanto, a transferência poética da Alquimia ainda é palpável. Essencialmente, Novichenko se preocupa em concretizar a realidade do pensamento alquímico, usando tinta em vez de chumbo como seu instrumento. Quando manipula a acrílica, ela o faz para expressar sentimentos profundamente místicos. Não se trata, portanto, simplesmente de uma representação de uma abstração como uma flor, mas sim de um sinal que aponta para transcendência; transcendência do físico para o reino do espiritual. Ela observa que, nos últimos anos, tem desenvolvido uma nova espécie de arte tanto na pintura quanto na música, que é uma manifestação de “arte para além da arte – uma expressão do novo milênio”. Suas obras revigorantes anunciam uma nova era de pintura no alvorecer de um novo milênio.

Um pensador com idéiassemelhantes, o teorista Robert Fludd, se envolveu profundamente na natureza do mundo perceptível e dos reinos transcendentes. Ele produziu diagramas descrevendo o processo de percepção, consciência e psicologia. Neles, Fludd queria explicar a natureza do mundo perceptível, classificando-a nos quatro reinos do sensual, imaginável, intelectual e sensível. Ilustrou como esses reinos são percebidos pelas faculdades psicológicas que ele classificava em três pares; ciência e imaginação, consciência e reflexão e memória e motivo.

Sua obra destacava a interação e conexão entre as diferentes faculdades psicológicas dentro da psique e sua relação com o mundo perceptível. Para Fludd, a alma é descrita como presente em todas as três partes da psique, sempre como uma intersecção entre um par de faculdades psicológicas. Acrescentando a essa idéia, podemos comentar que o artista intersecta esse elaborado diagrama para atuar como uma ligação entre a alma e a psique. Em certo sentido, o artista, então, se torna um xamã. O mal aqui seria a nossa deficiência cultural para assentircom a grandiosidade da natureza. Os xamãs funcionam como intermediários ou mensageiros entre o mundo humano e os mundos espirituais. Aliviando os traumas que afetam a alma, o xamã restaura o corpo físico do indivíduo a um estado de equilíbrio e totalidade. Aqui, Novichenko é a xamã artista, e nesse caso proporciona acesso a reinos e dimensões sobrenaturais, despertando nossos sentidos para os poderes restauradores da natureza.

Em obras magníficas como Vermelho IV, Novichenko descarta o uso de um campocom relações entre o primeiro plano e o plano de fundo, e recorre a um motivo abstrato. Uma flor amorfa, de cor escarlate, toma o campo pictórico. No canto superior direito, um centro carmesim escuro serpenteia como uma letra S de trás para a frente. É cravejado de manchas brilhantes de um amarelo espesso. Os pontos amareladosparecem ter sido arremessados sobre a superfície a partir de um ângulo horizontal. A decisão ambiciosa de cercar o observador em um desabrochar labiríntico é extraordinária. O estigma da flor é tão ricamente povoado de manchas brancas sobre carmesim profundo e tons de ocre que produz o efeito de visão em túnel. Esse ponto focal nos impele na direção do que parece ser o espaço profundo. Infinito e cavernoso, sugere tanto o belo quanto o sublime. Essa e outras obras conectam a artista com uma linhagem pictóricaque remonta a Caspar David Fridrich e artistas contemporâneos como Anselm Kiefer. A influência de Kiefer está, sem dúvida, presente, mas há também algo mais profundo e primordial que subjazas obras de Novichenko. A linguagem visual de Friedrich tem ressonância com a história e as tradições do passado. Notamos a ambiênciameditativa, os aspectos desoladores e frios, e as relações com pintores do passado que também se deixavam enredar na paisagem mística. É evidente que ele teve uma especial influência das paisagens do mestre veneziano, Giorgione.Embora este não tenha sido o primeiro artista italiano a reproduzir a paisagem, ele a imbuiu de um sentido de magia e mistério. De modo semelhante, Anselm Kiefer é um artista que cria obras espirituais e mitológicas fazendo referência ao Holocausto, à Kabbalahe à filosofia europeia. É um pintor que reviveu o uso da história e dos símbolos para criar e recriar mitologias inteiras e narrativas semi-esquecidas. Suas paisagens são igualmente ominosase pressagiadoras, sugerindo considerações apocalípticas. Em toda a sua obra, figuras heroicas e trágicas são referenciadas ao longo de genealogias celestiais e mapas astrais. De maneira semelhante, as obras de Novichenko parecem ser recortes de corpos celestes, abstraídos em um plano pictórico bidimensional. São              tão românticas quanto trágicas, criando um nexo entre o ocular e o tátil. Cortejam-nos com a sedutora aplicação de tinta, mas também nos atormentam com desejos e medos.

 

 

Outra obra incrivelmente notável é Paisagem estelar. Uma maciça mancha dourada, fluida, inunda um campo negro. Descortina-se diante dos olhos como uma tapeçaria, o lado de baixo de uma folha, as brasas que se apagam numa fogueira. No centro da tela, formas venosas de um marrom profundo se estendem para fora, atravessando a superfície da área amarela. Sobre essas formas se precipitam centenas de laivosde tinta branca, que fazem lembrar chamas de velas. A superfície iluminada de dourado traz à mente a imagem de manuscritos da Renascença, corroídos pelo tempo. A semelhança é floral, o que, no entanto, apenas se insinua. Nessa obra, a artista se esquiva à leitura mais literal de uma paisagem e permite que as propriedades formais ganhem proeminência. Incandescente e brilhante, essa forma orgânica parece estar devorando e reciclando sua própria produção. Poderia ser o barro primordial de onde toda a vida brotou. É uma abstração ardente e, sem dúvida, uma de suas obras mais fortes até o momento.

Rosae Novichenko cria uma obra que é efervescente, iluminadora e comovente. Sua imperiosa técnica de manchas e massas, criam uma tensão que nos impulsiona para o intangível supranatural do sublime. Mística dos tempos modernos, ela cria abstrações oníricas que nos levam a considerar outras dimensões da natureza. Se quisermos apreciar devidamente o significado final dessasobras de arte, devemos realinhar nossa perspectiva para enxergar além de nosso mundo físico.

Jason Stopa ART FAIRS INTERNATIONAL NEWSPAPER. New York: 2011, vol.12, pgs. 18 e 19

 


 

 

 


7. Art Acquisitor. New York: 

ROSAE NOVICHENK0

                                               

"A abstração é comumente a forma mais definitiva para a coisa intangível que, em mim, posso traduzir em pintura” ponderou a artista Georgia O’Keeffe. Vistas da natureza explodem através das telas da internacionalmente aclamada artista Rosae Novichenko. Ainda que nos faça lembrar de Whistler e Cezanne, ela apresenta toques pessoais e bem definidos de expressionismo e abstração. Os olhos da artista descobrem e criam pinturas que parecem manifestar luz própria, absorvendo o âmago, a essência plena das cores da natureza.

A Srta. Novichenko emprega golpes deliberados e generosas nuances cromáticas nos sublimes trabalhos de sua coleção Flores e Bosques, descortinando florescências, dourados e âmbars escuros outonais através de suas composições. 

A artista nos remete a Cezanne com o tratamento pictórico que dá às árvores e florestas, preenchendo suas telas com uma sutil, mas dinâmica camada de tinta que adiciona textura, interesse visual e movimento aos magníficos cenários. Ela atrai o observador para caóticas, mas decifráveis, florestas banhadas em transformações, aspectos que apenas as nuances de cores luminescentes podem enaltecer.

Em Sonoris, pintura que integra a coleção Azul Violeta de Rosae, um panorama ancestral brinca com as cores, criando simultaneamente delicadas e poderosas combinações de tons que igualmente se fundem e explodem para fora do quadro. Ela verdadeiramente se utiliza da natureza do meio acrílico para revelar seu mais completo potencial. Uma chama de luz amarelo-brilhante emana de um fundo tão violeta quanto o céu noturno e tão azul quanto o mais profundo oceano, uma abstração que impregna a pintura de mistério e intriga. O observador sente-se como testemunha de um fogo através dos mares ou de uma explosão através de uma janela de vidro distorcido.

Rosae Novichenko é uma artista, exploradora e pesquisadora que atualmente trabalha no Brasil. Novichenko explora muitas formas de expressão, incluindo pintura, fotografia digi­tal, design, música, teatro e poesia, e já recebeu numerosos prêmios. Ela recentemente participou da Bienal de Florença, em 2009.

Ruthie Tucker Art Acquisitor. New York: Amsterdam Whitney Gallery, Fall 2010, vol.8, n.1, p.29


6. Ruthie Tucker, New York:

ROSAE NOVICHENKO

 

Gustave Courbet once said, “The expression of beauty is in direct ratio to the power of conception the artist has acquired”. Contemporary painter Rosae Novichenko creates stunning works of art which express enormous emotion and beauty through her use of dynamic color, line and texture. Ms. Novichenko transports the viewer to a magical world where one may revel in the beauty of the universe. Ms. Novichenko combines crisp stylistic designs with loosely applied paint that fuses into a fantastic melody of texture, color and light. The combination of styles illustrates the different elements in nature in an intriguing abstract manner, resulting in images that appear like close-up views of magnificent flowers, chromatic coral reefs and other dazzling forms. Her style showcases the freedom and refreshing spiritual zest with which she approaches her art.

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Ms. Novichenko’s thick paint application adds tantalizing texture to her artwork. Her rich jewel-toned color palette, including lucid gold, sumptuous French rose, and fiery crimson, conveys a jubilant aura to her works and celebrates the awesome beauty of nature. Ms. Novichenko’s expressionistic depictions of natural elements, like fiery sunsets and vivacious floral bouquets, augment the natural appearance of the wild by infusing the scenes with opulent color and bold lines – thereby capturing the rapture that a ravishing vista can beget. Mr. Novichenko creates poetic masterpieces that entrance the viewer with her exquisite portrayal of images that have captured the hearts and minds of man throughout the ages.

Ruthie Tucker - New York: Amsterdam Whitney Gallery


5. Antônio Lázaro de Almeida Prado, São Paulo:

ARTISTA MÚLTIPLA (com destino no nome): ROSAE NOVICHENKO


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Olho as pinturas de Rosae Novichenko, ouço suas composições musicais, leio-lhe textos poéticos e colho, de pronto, duas tendências típicas: por um lado, uma alma leonardesca, atraída pelo múltiplo; por outro, uma impulsão, uma tendência, ou se quisermos, uma Weltarnschaung basilarmente heraclitiana, que percebe ou adivinha tudo como uma energia cambiante, dinâmica, cujo índice mais significativo é o perceber em tudo quanto constitue o universo visível, como uma explosão energética básica, colhida pela lucidez, a um só tempo desperta e onírica.

Digamos que, (a crermos no poeta Campoamor: "todo es según el color/del cristal con que se mira") Rosae Novichenko surpreende, com visão poliédrica ou percepção calidoscópica, os constituintes energéticos básicos, as partículas infra-atômicas da Flora, da Fauna e das mais concretas gemas da Mineralogia.

Por isso mesmo, as casas, as catedrais, as flores, o céu (diurno e noturno), as esplêndidas formas humanas (em suas versões femininas e/ou em sua conformação masculina): tudo tende, em espirais ascendentes, a cintilar, na configuração flúida, de catedrais sem peso, quase esvoaçantes, em corpos que oscilam entre o concreto e o floral, os sons que sempre revelam profundezas subjacentes ou alturas cimeiras concreto-abstratas, que tendem a ser partículas dinâmicas, heraclitianamente mutantes.

E se tudo é basilarmente dinâmico e mutante no "pánta rei" de Heráclito, tudo, por sua vez circula entre a entropia e a sintropia, vale dizer, à dispersão e à usura, mas e também para a reconstrução recuperativa, como a percepção einsteniana somada à consunção heraclitiana.

Mas o surpreendente é que tudo isso, que sugere a arte múltipla de Rosae Novichenko, quer através de corpúsculos voláteis das imagens, ou sons subaquáticos captados com a argúcia dos "oboés submersos" de Salvatore Quasimodo ou das "catedrais submersas" de Débussy, tudo decorre das "mãos que obedecem ao intelecto", como o queria Michelangelo ou experimentava a arte sempre fruto de novidade de Leonardo da Vinci.
E digo isso porque (como insinuei em um de meus poemas) Leonardo, na expectativa da Beleza Imortal, anteviu os esquemas "in fieri" de tudo quanto ele sonhou e o mundo demorou séculos ou a perceber ou a traduzir em formas, instrumentos e invenções.

E é essa a face leonardesca de Rosae: ela sempre busca obter e causar, através da ousadia e da aventura criadora, que testa novos materiais quer para as expressões estáticas, quer para as criações rítmico-melódicas. Na pintura ensaia novas tintas, novos constituintes materiais; na música obtém, digamos, um "pontilhismo" sonoro, feito de sons ou rendilhados de imagens de aéreas melodias, que cintilam, ritmos que unem a diafoneidade lúcido-onírica, às pulsações voláteis de sons cordialmente pulsantes, como a sístole e a diástole das emoções cordiais básicas.

Essa união do evanescente, do nascente, do mutável e cambiante, ao desentranhamento dos constituintes pulsantes da matéria, energeticamente dinâmica: eis o que, com sensibilidade e desejo de captação do inventivo, através do destemor do ensaio e do rigor de artesanato: essa me parece, se não laboro em equivoco, a raiz do encanto criador das "mãos que obedecem ao intelecto", ao modo de Michelangelo, ou com as prefigurações ousadas de Leonardo.

Se "o fim do poeta é criar estupefações e maravilha" como afirmou Marino Marini, então há sobejas razões para reconhecer em Rosae Novichenko um dos momentos privilegiados de encarnação do talento artístico, nessa confluência de rigor, evanescência e potencialidade onírico-realista, que no fazer poético de Rosae se encarna, como propositura e desafio, para ela própria e para os que têm o privilégio de serem por ela sutilmente e encantadoramente desafiados...

Um novo universo einsteniano-heraclitiano se projeta diante de nossos olhos, de nossos ouvidos e de nossa sensibilidade: um universo pulsante, dinâmico e chamado à ascenção do "transumanar" dantesco, que só a arte criadora e, de modo específico, só a arte múltipla de Rosae Novichenko consegue fixar no eterno devir do desafio captador do patente e do latente, da visibilidade vigilante ou na corpórea lucidez onírico-artística...


Assis, 16 de abril de 2008. Publicado no Diário de Assis/ SP.
Antônio Lázaro de Almeida Prado. Jornalista, Poeta, Ensaísta, Tradutor e Professor Doutor da USP, fundador da UNESP - Assis, São Paulo, Brasil


4. José Estevam Gava, São Paulo:

ROSAE NOVICHENKO

 

Drawing and painting: Rosae Novichenko wakes us up for the magic and the transcendental that lie in the multiple and unimaginable forms of nature. Instead of merely depict natural data and conform them by a certain technique or previous formal design, the artist simply and skillfully lets her works grow, take form and fructify in a “natural” way. Much more than depicting, her works imitate natural life in its macro and microscopic scope: constellations and cells. When they appear, human figures and everyday objects are immersed in the same liquid and informed ambient, vegetal too, which pervade everything, creating, at its way, new panoramas and perspectives.

Some of her works slightly remind us the French impressionism, due to the fluidness, agility of forms, suavity of tones, traces and atmospheres. Other works link more properly to the action painting, because of the informalism (absence of form), emphasis to the dynamic approach - the unique moment of the freest and most spontaneous creation. Other works get the two procedures together.

Music:
Since his appearance, by the end of the seventies, the new age music has been proposing interesting alternatives to the traditional compositions still based on harmonic development, chromatic scale, intense instrumental ability, aesthetical expression full of deep emotions and reminiscences. New paths have emerged endlessly, much of them guided by a vigorous simplification on the melodic-harmonic structures (with the consequent grow in predictability), timber research and use of digitally synthesized sounds.

Dive for an interior flight, composed, arranged and played by Rosae Novichenko, stands out not only by deeply purifying the musical language, it goes beyond superseding the musical tradition of the Occident, redeeming us from all excesses, from all forged sentimentalism.

Obvious harmonic solutions and technical exhibition are carefully avoided in favor of an ethereal music, in which sounds of the nature and synthesized touches are fused in an organic complex: dream and metaphor of a harmonious and perfect interrelation among things of nature and culture.

In this music, all that could be logical and predictable is carefully put aside, bringing out only lightness and transcendence sensations. Minimal echoes can be heard in the background, through an oscillation of advances and retrieves that intersects with oceanic waves and songs of birds, reaffirming the union between nature and technology worlds. The composer explores the supernatural and sacred that sounds and music had in their origins, re-linking us to the fabulous power they exert in our lives.

Thanks to this music we can venture in sound landscapes marked by the free creation, of liquid sensations - but aerial too, waving, in constant return, as if they already existed before being heard and kept on sounding even when finished. We are launched towards the vast Universe, macro and micro at the same time, as immense and intangible as the interiority of each one of us.

In painting, as well as in music, Rosae transports us to what exists beyond the material plan we live in, scattering everything she does with an intrinsic and very peculiar poetry. Both languages get knotted in a vaguely defined fabric, but which is very powerful in waking up fine and extremely delicate sensations, which almost intangible and rich essence puts itself far beyond any objective description.

All Rosae’s production is marked with these elements that lead to freedom, to what flows perpetually, transcending rules, intentions or preconceived structures. It is exactly this natural and organic freedom that defines her and gives her the personal, unique and untranslatable personal touch.

José Estevam Gava - Historian and art critic, musician and teacher - O Poder da Rosa catalog. São Paulo: Casa das Rosas Museum, 2007


3. José Estevam Gava, São Paulo:

DIVE FOR AN INTERIOR FLIGHT

 

Since his appearance, by the end of the seventies, the new age music has been proposing interesting alternatives to the traditional compositions based on harmonic development, instrumental ability and sentiment. Many times new age simplifies the melodic/ harmonic structure and explores new sounds. Rosae Novichenko’s present work also purifies the musical language, but goes beyond: supplants the musical tradition of the Occident, redeeming us of all excesses and shaped sentimentality. Obvious harmonic solutions and technical exhibition are carefully avoided in favor of an ethereal music, in which sounds of the nature and synthesized touches are fused in an organic complex: dream and metaphor of a harmonious interrelation among thins of nature and culture. All that could be logical and predictable is put aside, bringing out sensations of lightness and transcendence. Minimal echoes can be heard in the background, through an oscillation that intersects with waves and songs of birds, reaffirming the union between nature and technology.

In her music and paintings, Rosae wakes us up for the magician and the transcendental that lie in the unimaginable forms and multiples sounds of nature, that get entangled in a soft fabric which is powerful in waking up fine and extremely delicate sensations. Rosae, multiple artist, marks her whole production with these elements that lead to freedom, to the eternal flow, transcending rules, intentions or preconceived structures. It is exactly this natural and organic freedom that defines her and gives her the unique, untranslatable personal touch.

José Estevam Gava - Historian and art critic, musician and teacher Dive for an interior flight CD inner folder. São Paulo: Lua Music Recordings, international distribution, 2007


2. Antônio Lázaro de Almeida Prado, São Paulo:

INTERLÚDIO PAULISTANO  (1)


O que mais atrai na “Paulicéia Desvairada” é essa oferta, em leque de opções artísticas.
Participei, com Poeta convidado, de mais um sarau na Casa das Rosas (Espaço artístico Haroldo de Campos).
Nessa mesma Casa das Rosas surpreendeu-me e encantou-me a exposição multimídia de uma artista do Sul, que já traz (na vida e na Arte) o destino no nome: Rosae Novichenko (Rosângela Nowitschenko).
Trata-se de uma jovem catarinense, que, como tantos artistas, expõem e/ou trabalham (artisticamente) em São Paulo e na capital paulista oferecem, generosamente, a quantos concordem com Keats: “o belo é uma alegria para sempre”, os dons de sua criatividade e competência criadora.

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Rosae/Rosângela (pluralmente Rosa e singularmente ângela (anjo) é da estirpe dos que olham, com ternura e lucidez, esse imenso território terrestre, em que decorre nosso estágio vital, que, aliás, se cumpre aqui e para além dessa admirável Terra.

Com técnicas artísticas inovadoras (uma das quais é a produtiva técnica mista do uso de nanquim, grafite e esmalte de unha) Rosae coincide com virtuosismo floral de Botticelli) e instaura um universo artístico germinador, em que os reinos mineral, vegetal, animal (e mais especificamente humano) se abraçam num enlace de imanência e transcendência, de admiráveis efeitos formais e colorísticos.

Corpos femininos esplendentes florescem em rosas e habitam o território edênico da terrestridade e dos sonhos, esse mesmo corpo feminino desabrocha em quase audíveis sons de violinos e celos, temperados de efeitos oníricos e de formas ora evanescentes, ora concretíssimas.

Em tudo a dimensão de grandeza dos sonhos mais encantados, a placidez das formas, a festiva alegria dos adornos, o êxito do refinamento artístico, o requinte do artesanato perfeito.

Parece-me que a presença artística do Sul brasileiro, há pouco representada pela admirável arte fotogrática de Adriana Füchter, confirma-se nesta exposição, por todos os títulos preciosa, de uma jovem catarinense que busca, com pertinência (e o consegue) chegar àquela incidência da beleza que, para Keats, é uma alegria para sempre.

Artistas de almas irmãs mestre Botticelli e a nossa Rosae Novichenko, com saber e sabor, enriquecem nossa vida, fazendo-nos sintonizar com uma ênfase artística, que embeleza a beleza natural e nos encanta.
Temos que pedir a Rosae que prossiga na credenciada revelação da beleza da vida e dos instantes lúcidos dos sonhos.

Assis, 24 de junho de 2007. Publicado no Diário de Assis/ SP.
Antônio Lázaro de Almeida Prado. Jornalista, Poeta, Ensaísta, Tradutor e Professor Doutor da USP, fundador da UNESP - Assis, São Paulo, Brasil


1. Emanuel Von Lauenstein Massarani, São Paulo:

AS EMOÇÕES DE ROSAE NOVICHENKO PROJETADA NO QUADRO DE UMA NOVA POP-ART

 

As obras de Rosae Novichenko não nasceram de alquimias culturais; não são, portanto, o resultado de enxertos de modelos colhidos no perímetro da pintura informal. Sua intensidade rítmica e cromática, entretanto, pode evocar a revolução da pintura fauve quando tubos de tintas eram lançados como dinamites contra as paisagens do pós-impressionismo.

A pesquisa desta artista propõe um acordo entre natureza e sentimento, o que faz pensar a uma união mística entre a arte e o mundo que haviam projetado os pintores do chamado Grupo do "Cavalheiro Azul", no início do abstracionismo, convencidos que os arrojos cromáticos e as deformações gráficas fossem "mais verdadeiras do que a verdade formal".
 

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Observando a intensidade das cores de suas telas e o relevo temático enxertado, lembramo-nos de Kandinsky à época em que se converteu ao abstracionismo, quando decretou que o desenho deveria se subordinar ao ímpeto cromático em função de uma musicalidade interior.
A criatividade de Rosae Novichenko, projetando sem cálculos as próprias emoções diretamente sobre a tela, pode ser finalmente reconduzida através de certos aspectos à ação de Pollock, um dos iniciadores da pop-art americana.
Com uma expressividade mais cromática que rítmica, o desenvolvimento de seu discurso em direção a composições mais sintéticas, faz-nos pensar em um vigoroso processo de simplificação do estilo, como nas obras "Flores Noturnas" e "Sonoris", doadas ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.

 

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Com sua pintura, a artista desafoga momentos de concentração espiritual que sobre a tela explodem com uma dominante cromática dos azuis e com as tramas do grafismo criado diretamente pelo gesto.
 

Emanuel Von Lauenstein Massarani - Art critic for the São Paulo Parlamient Art Museum, Brazil, 2004 - Art book Italy-Brazil 2005. São Paulo, p.400-403

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